sexta-feira, 2 de julho de 2010
Rumo ao hexa, em 2014
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Se a carapuça servir
Eu preciso que me diga exatamente o que quer. Sem rodeios, me fale de onde quer começar. Ainda não aprendi a ler as pessoas com a mesma facilidade que aprendi a me deixar ser lida. Tenho mais defeitos do que imagina, mas nunca fui omissa ao ponto de te deixar acreditar em sentimentos incertos. O meu sim nunca foi talvez e meu não sempre teve ar de negação. Eu pedi escolhas e você só me dava mais opções. Enquanto eu procurava segurança, você sempre se esquivava. Tive medo, mas minha coragem ultrapassou seus limites. Eu iria onde disse que iria. Namorada? Nunca fui. Na verdade nunca soube que nomenclatura usar. Eu, para falar a verdade, sempre achei que fosse mais um passatempo. Aí, boba como sempre, acreditei que a situação mudaria. E fui naquela de cobrar conseqüências diferentes de um fato que nunca mudou. Calei palavras que precisavam ser ditas por puro medo de falar demais. Enquanto isso, meus ouvidos escutavam a mesma ladainha que eu própria havia ensaiado em frente ao espelho. Fui o que fui e disse quase tudo o que eu queria dizer! Sem contar com esses impasses, esse medo de palavras fortes, eu deixei claro de onde vinha e para onde eu queria ir. Sei que mereço mais do que me deu. Muito mais. Minha paciência durou tempo suficiente para me transformar em uma completa idiota. Não tenho medidas avantajadas, mas tenho cérebro. Um cérebro que obriguei a pensar, mesmo que ele não quisesse. Um cérebro que me levou onde eu já deveria estar a muito mais tempo. Eu agora estou livre daquilo que me prendia a uma liberdade que de mim nunca foi tirada e que eu daria tudo para não ter. Engraçado? Sim. E estranho, no mínimo. Mas essa história não foi de tudo ruim. Sozinha, eu soube aproveitar bons momentos. Você foi um bom ator!
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Você...
sábado, 29 de maio de 2010
O que eu quero
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Uma caneta mágica
Se me coubesse, traduzaria o mundo em minhas páginas em branco.
Daria vida a meus amores secretos com o seimples balançar da minha varinha mágica, minha caneta!
Trocaria alguma horas conturbadas por alguns minutos de pura fantasia.
Eu visitaria os lugares mais lindos de quais já se teve notícias.
Eu iria a terra do nunca e lutaria com o capitão gancho, depois de roubar um beijo do Peter Pan.
Beberia água da fonte da juventude e descobriria os mistérios do paraíso de Alice.
Ah, seu minha caneta fosse mesmo mágica, eu traria de volta quem me faz tanta falta. Adormeceria observando sorrisos e passaria o dia escutando suas histórias.
Com uma varinha mágica eu visitaria meus melhores amigos, poetas que nunca vi de perto, mas que conheço melhor que a palma de minha mão.
Eu iria à lua e voltaria no mesmo dia, depois de passear ao lado do menino dos cachos dourados, o tal príncipe do planeta pequeno.
Escrevendo me sinto mais normal, menos presa àquilo que a forjada sanidade da sociedade impõe. Eu viajaria em minhas palavras. Viveria e morreria para viver de novo. Contaria o que ninguém sabe, sem medo de errar. Eu conheceria o irreconhecível.
Meus planos seriam mais que simples planos, seriam projetos em andamento. Minhas agonias seriam lembranças. Meus amores não seriam preocupações.
Não existiria medo, saudade ou julgamento. Eu faria o que tivesse vontade de fazer. Caso nada desse certo, eu apagava, rasgava o capítulo e começava tudo de novo, com o maior prazer.
Meu maior objetivo seria a felicidade constante. Eu deixaria de lado a ideia de que ela não existe.
Eu faria filmes ao lado dos meus maiores astros de cinema. Casaria (de verdade) com meu marido (Tata entende). Eu faria parte do elenco do meu seriado predileto. Falaria inglês melhor que qualquer um e teria aulas de guitarra com o rei do rock.
Eu acabaria com a fome no mundo inteiro e todos teriam onde morar.
Se eu pudesse, escreveria pra sempre para a vida nunca ter final. Eu criaria novos parágrafos, mais capítulos.. tudo para que fosse possível continuar escrevendo!
Minha menininha cresceu
domingo, 11 de abril de 2010
Eu queria ser poeta
Desencanto
Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
- Eu faço versos como quem morre.
(Manuel Bandeira)
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Não me fale sobre amores que nunca declarei.
Não me peça pra ficar onde eu nunca fui e lhe contar sobre o que nunca fiz.
Não me faça escolher entre o passado e o presente, pois ainda não aprendi a lídar com sua reação ao perceber minha resposta.
Não me julgue pelo que falei sem pensar, por mais que mil pensamentos tomassem minha cabeça naquela hora.
Não me culpe, nem me ame, antes de me conhecer.
Apenas me deixe ir em frente e me mostre o sinal de seguir em frente.
Preciso estar só na hora de decidir, mas preciso ter pra onde correr se o caminho estiver errado.
Não me abandone quando estiver chata demais, nem me dê muita bola quando estiver muito alegre.
Me puxe quando achar necessário, mas deixe que eu faça minhas próprias escolhas.
Me mostre que me quer bem, mas, por favor, me queira bem.
Não venha me falar de verdade quando não sabe o que isso significa.
Não me cobre respostas, me cobre razões.
Me fale alto ou me diga palavras ao pé do ouvido, mas converse comigo.
Me fale o que pensa, por mais que ache que vai doer.
Me interrompa, me ignore, me faça esperar. Mas me fale o que sente.
sábado, 3 de abril de 2010
'Besteirices' sentimentais
Quando vai embora, basta virar as costas pra me trazer suadade.
Meu pensamento já se acostumou a querer sempre a mesma coisa e meus olhos, quando me afasto, já não sabem que caminho procurar.
Minha rotina se resume a um nome e minhas escolhas saem com muito mais facilidade.
Torço para que o dia acabe, o outro comece e acabe outra vez. Assim, você chega mais rápido.
Com você, sou aspas e vírgula, mas nunca ponto final, quem sabe até reticenses.
Eu abro e fecho colchetes, mas nunca parenteses.
Continuar... Mesmo que eu não faça ideia de onde isso tudo vai dar.
Parar? Só se for pra começar de novo, de outro jeito, em outro posto.
Não quero promessas, prefiro sonhar por conta própria.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
O conturbado Eu
Esse era o meu maior trunfo. Essa era minha melhor saída. O meu mais seguro esconderijo. Era pra cá que eu fugia quando as coisas saiam do meu controle. Bastava digitar algumas palavras, inventar alguns cenários, destruir alguns medos, e pronto! Tudo ficava melhor.
As pessoas, daqui, parecem mais confiáveis. Os sonhos parecem mais possíveis. E as ilusões não passam de simples realidade. Ah, como é bom poder ser o autor da sua própria vida. Ter o poder de construir histórias. Aqui, eu era a protagonistas, sem receios ou insegurança. Tudo o que fazia tinha algum sentido, por menor que fosse! Do lugar mais feio, sempre soube tirar flores. Do amor mais difícil, eu sempre consegui dar risadas. E agora parece que a varinha mágica quebrou. As palavras se calaram e eu não consigo mais nada do silêncio. Deixei que meus medos tomassem conta de mim e os sentimentos bons não conseguissem ser nada mais além disso, sentimentos! Nada são eles, sem atitudes.
Agora, aquele frio na barriga me assusta. Aquilo que me faz cantar sem saber a letra me espanta e eu prefiro ficar quieta, em um canto onde tudo é igual, para mim e para os outros. Não é nenhum país das maravilhas, com coelho maluco e johnny depps charmosos. É só um mundo, que tem sentido, mas que nada me conta, nada me aponta. Eu quero sentir de novo o poder de sair do chão. Quero alcançar estrelas, quero tocar a lua e fazer poesia à luz do sol. Quero me sentir beijada pelo vento e ter minhas mãos tocadas pelas flores. Eu quero entender o que eu sinto, mesmo que eu não entenda nada. Quero escutar a música e deixar meu eu ir para onde eu nunca fui. Quero de novo fechar os olhos e sentir que tudo é muito maior do que parece. Eu quero saber explicar com palavras aquilo que todos acham que é possível apenas sentir. Quero provar que é diferente, quero viver diferente e quero sentir diferente! Quero o diferente. Não quero dar explicações pra teorias que pra mim fazem todo o sentido e não quero regras e mais regras. Não existe nenhuma lei pra vida e não existe caminho sem volta. Eu quero voltar a deixar meus dedos livres para me levarem aonde quero ir, mas ainda não consegui saber onde é!!
Talvez só falte um pouco mais de entrega. Descobrir meus limites e me dizer: você pode ultrapassá-los!! Eu sei que basta fechar os olhos, mas tenho medo de não enxergar nada e acabar me decepcionando, por descobrir que toda a magia acabou! Enquanto isso, eu continuo parada, perdendo um tempo que nem ao menos tenho!
