sexta-feira, 16 de abril de 2010

Minha menininha cresceu

Você cresceu e me deixou aqui, presa a uma infância que não é minha. Seus olhos verdes, de doçura invejável, se fizeram maiores e mais atentos, livres da inocência que mantia intacta. Achei que fosse ser sempre igual. Brincadeiras em momentos errados, cantos desafinados, poses e caretas para o espelho.
Não sei como a trato. Se a chamo de mãe ou irmã, se continuo nas graças ou se passo a dar conselhos. Mas que conselhos lhe daria, se esqueci de crescer? Achei que sempre teria companhia, uma pessoa com quem gritar (mas gritar junto), alguém com quem roubar e fazer graça. Éramos tipo tico e teco, batman e robin, pateta e max. Nossas vozes engraçadas, minhas quedas. Suas besteiras, minhas besteiras.
Agora que algumas linhas já se formaram, percebo que sua ausência é algo que me marca mais do que eu percebia. Enquanto escrevo, escuto uma música que berrávamos juntas. Eu, com meu inglês mais do que inventado, fingindo que saberia te ensinar alguma coisa. Mas bem que agora enganamos bem.
Ai que medo de não saber crescer. Me sinto Peter Pan, mas sem sua trupe. Para mim, só você já bastava. Uma menina atentada que com um sorriso largo me lembrava personagens da infância. A Punk, lembra? Já lhe falei dela!
Eu entendo que tenha que passar por essa fase e sei que não será fácil. A primeira menstrução, o primeiro paquera na escola. A vaidade começa a ocupar um espaço maior na sua vida. Sair com o cabelo despenteado não parece mais uma boa ideia para você. Você está crescendo e esqueceu de me avisar. Ou a tonta aqui só deveria perceber sozinha, que um a bonequinha dos olhos claros viraria uma linda mulher. Me leve sempre em seu bolso e saiba que estarei a postos para enfrentar seus novos dragões, agora reais. Te terei sempre como a estrela que escolhi para iluminar meu caminho escuro. A pequena que sempre me deu a mão quando tinha medo do escuro. Minhas melhores lembranças serão para sempre suas e minhas orações mais compridas pedirão por você.
Que saudade de te pegar no colo e te colocar de cabeça pra baixo, enquanto você grita meu nome todo errado. Saudade de te levar na escola e sdo portão te ver correr com os pézinhos atravessados. Saudade de sentir que sou pra você o que o sangue não quis que eu fosse.
Eu não quero crescer. Não quero parar de ver graça em tudo e de achar que o mundo ainda tem solução. Quero gritar quando der na telha e quero cantar creed tudo errado! E não quero que você cresça (desculpa meu egoísmo). Não quero, mas posso aceitar. Só me promete que agora passa a cuidar de mim como eu tentava fazer com você. Usa esse seu novo ar de mulher pra me convencer de que tudo ficará bem e que um dia as coisas voltarão ao normal. Eu prometo que vou ser uma boa menina!

domingo, 11 de abril de 2010

Eu queria ser poeta

Já que a muito não escrevo versos que se aproveite, lhes deixo em boa companhia. Nada melhor que palavras que expliquem tudo o que sentimos... Ler Manuel Bandeira é se eu conseguisse, enfim, entender tudo o que está dentro de mim lutando para ser explicado! Então:

Desencanto

Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.

- Eu faço versos como quem morre.

(Manuel Bandeira)

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Não me pergunte sobre os planos que sempre fiz e nunca coloquei em prática.
Não me fale sobre amores que nunca declarei.
Não me peça pra ficar onde eu nunca fui e lhe contar sobre o que nunca fiz.
Não me faça escolher entre o passado e o presente, pois ainda não aprendi a lídar com sua reação ao perceber minha resposta.
Não me julgue pelo que falei sem pensar, por mais que mil pensamentos tomassem minha cabeça naquela hora.
Não me culpe, nem me ame, antes de me conhecer.
Apenas me deixe ir em frente e me mostre o sinal de seguir em frente.
Preciso estar só na hora de decidir, mas preciso ter pra onde correr se o caminho estiver errado.
Não me abandone quando estiver chata demais, nem me dê muita bola quando estiver muito alegre.
Me puxe quando achar necessário, mas deixe que eu faça minhas próprias escolhas.
Me mostre que me quer bem, mas, por favor, me queira bem.
Não venha me falar de verdade quando não sabe o que isso significa.
Não me cobre respostas, me cobre razões.
Me fale alto ou me diga palavras ao pé do ouvido, mas converse comigo.
Me fale o que pensa, por mais que ache que vai doer.
Me interrompa, me ignore, me faça esperar. Mas me fale o que sente.

sábado, 3 de abril de 2010

'Besteirices' sentimentais

Você chega, a respiração falha e o coração dispara.
Quando vai embora, basta virar as costas pra me trazer suadade.
Meu pensamento já se acostumou a querer sempre a mesma coisa e meus olhos, quando me afasto, já não sabem que caminho procurar.
Minha rotina se resume a um nome e minhas escolhas saem com muito mais facilidade.
Torço para que o dia acabe, o outro comece e acabe outra vez. Assim, você chega mais rápido.
Com você, sou aspas e vírgula, mas nunca ponto final, quem sabe até reticenses.
Eu abro e fecho colchetes, mas nunca parenteses.
Continuar... Mesmo que eu não faça ideia de onde isso tudo vai dar.
Parar? Só se for pra começar de novo, de outro jeito, em outro posto.
Não quero promessas, prefiro sonhar por conta própria.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

O conturbado Eu

Parece que minha intimidade com as teclas bagunçadas do teclado já não é mais a mesma! Decoro falas e tento usá-las a meu favor. Como se eu não fosse mais capaz de falar por mim. Sinto falta de despejar palavras desordenadas, que ma atrapalham e me complicam a vida, mas que me deixam mais viva e tranquila por ter colocado tudo pra fora.

Esse era o meu maior trunfo. Essa era minha melhor saída. O meu mais seguro esconderijo. Era pra cá que eu fugia quando as coisas saiam do meu controle. Bastava digitar algumas palavras, inventar alguns cenários, destruir alguns medos, e pronto! Tudo ficava melhor.

As pessoas, daqui, parecem mais confiáveis. Os sonhos parecem mais possíveis. E as ilusões não passam de simples realidade. Ah, como é bom poder ser o autor da sua própria vida. Ter o poder de construir histórias. Aqui, eu era a protagonistas, sem receios ou insegurança. Tudo o que fazia tinha algum sentido, por menor que fosse! Do lugar mais feio, sempre soube tirar flores. Do amor mais difícil, eu sempre consegui dar risadas. E agora parece que a varinha mágica quebrou. As palavras se calaram e eu não consigo mais nada do silêncio. Deixei que meus medos tomassem conta de mim e os sentimentos bons não conseguissem ser nada mais além disso, sentimentos! Nada são eles, sem atitudes.

Agora, aquele frio na barriga me assusta. Aquilo que me faz cantar sem saber a letra me espanta e eu prefiro ficar quieta, em um canto onde tudo é igual, para mim e para os outros. Não é nenhum país das maravilhas, com coelho maluco e johnny depps charmosos. É só um mundo, que tem sentido, mas que nada me conta, nada me aponta. Eu quero sentir de novo o poder de sair do chão. Quero alcançar estrelas, quero tocar a lua e fazer poesia à luz do sol. Quero me sentir beijada pelo vento e ter minhas mãos tocadas pelas flores. Eu quero entender o que eu sinto, mesmo que eu não entenda nada. Quero escutar a música e deixar meu eu ir para onde eu nunca fui. Quero de novo fechar os olhos e sentir que tudo é muito maior do que parece. Eu quero saber explicar com palavras aquilo que todos acham que é possível apenas sentir. Quero provar que é diferente, quero viver diferente e quero sentir diferente! Quero o diferente. Não quero dar explicações pra teorias que pra mim fazem todo o sentido e não quero regras e mais regras. Não existe nenhuma lei pra vida e não existe caminho sem volta. Eu quero voltar a deixar meus dedos livres para me levarem aonde quero ir, mas ainda não consegui saber onde é!!

Talvez só falte um pouco mais de entrega. Descobrir meus limites e me dizer: você pode ultrapassá-los!! Eu sei que basta fechar os olhos, mas tenho medo de não enxergar nada e acabar me decepcionando, por descobrir que toda a magia acabou! Enquanto isso, eu continuo parada, perdendo um tempo que nem ao menos tenho!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A vida

Vida de jornalista não é fácil! É almoço que não existe, folga que não se tem, salário que sempre falta no final do mês. Correria, plantão, incompreesão. Tudo que contribui, e muito, para o cançaso quando chegamos em casa. Por isso que uma das lições da faculdade - aquela que toda disciplina tem que ter - é: se for casar, case-se com um jornalista! Ótimo!! Eu nem queria casar mesmo. Porque o que temos é uma redação lotada, com uma gritaria singular, um ótimo lugar para rir, eu até diria gargalhar! Mas não para paquerar.
É! Vida de jornalista realmente não é fácil. Escrevemos sobre o que quisermos, na hora que quisermos!! (rs) Nossa, que viagem.. Nem em sonho é verdade. Não importa se sabe ou não sobre o tema, seu dever é escrever, de preferência rápido! De preferência nada.. Muito rápido. Pressão psicológica que não deixa lugar para sentimentalismo barato ou paranoias femininas. A gente tem que ser macho.. Mas é claro que sem perder a feminilidade! Tudo muito complexa, mas maravilhosamente lindo. Um tiro no escuro que acaba dando certo! A maioria das pessoas que conheço encontraram o jornalismo como fuga de uma decepção em outras áreas, algo que não deu tão certo. Alguns, como eu, sonhavam em ser atores, brilhar nas telinhas de uma outra forma. Confesso que bem mais glamurosa. Outros queria ser jogadores de futebol, e viram no jornalismo esportivo algo que compensasse isso. Mas a profissão acaba encantando todo mundo. As noites não dormidas, os desaforos que levamos para casa e o estresse e não parar um segundo, mesmo quando não está no trabalho propriamente dito, tudo isso some. A gente não deixa de ser jornalista depois do espediente, nem quando estamos dormindo. Afinal, dependendo do sonho, dá pauta!
Vida de jornalista é difícil, mas é exatamente o que eu quero! Amo o que eu comecei a fazer, mesmo com os tropeços do caminho. E que venham anos e anos de muita correria, café e redação barulhenta!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Eles

Se ele não gosta, não há porque discutir. Palavras quase sempre são erros e os erros, por sua vez, ficam por minha conta. Se ele enjoar, não há porque disfaçar. As conversas vão ficar para depois, pra quando ele mudar de ideia, quem sabe! Recomeços praticamente não existem e as ilusões tendem a ocupar minha cabeça, e nada mais! Se quiser, ele pode virar e ir embora. Não precisa olhar para trás. Mas sabemos que você vai ficar esperando um tchau ou só um olhar - um só - que lhe explique porque ele precisa ir sem se despedir.
Não podemos fazer escolhas que não são nossas, mesmo que elas mudem todo o curso da nossa vida. Querendo ou não, ele ainda interfere no curso da água. Sabendo ou não, ele ainda nos faz chorar de saudade. Por maldade ou por medo de que nós, simples mulheres, o impeçamos de seguir em frente.
Prepotência? Sim! Eu diria que com um toque de egoísmo e covardia. Mas ai da gente se ousarmos a insunar sua falta de maturidade. Mas, o caso é que sabemos, já estamos "carecas" de saber e ler nas revistas, as mulheres amadurecem mais rápido. Buscamos respostas e posições, por mais que para eles isso só signifique cobrança.
Sei lá! Talvez a gente ache que as coisas não tem que ser assim, tão descontroladas, tão mutáveis. Talvez queiramos ter as rédias da situação.
Em nenhum momento eu disse que eles têm o controle de tudo. Eles apenas fazem questão de mostrar que não existe nada a controlar. As coisas podem ser jogadas para o alto por qualquer uma das partes. A grande questão é quem o fará e como o fará. Escutar, pensar - em si e no outro -, pesar, repensar... Isso tudo é coisa demais e gasta um tempo desnecessário né! A cabeça masculina não consegue se concentrar por muito tempo. Ainda mais tendo que pensar em várias coisas, tudo no mesmo minuto! Complicado!! Mas compreensível. A gente, então, finge que entende e tenta atuar, dizer que tá tudo bem, que nada nunca nos abalou. A gente busca frieza onde não tem - só a dos potes de sorvete que a gente toma escondida, enquanto assiste, pela milionésima vez ghost -. Mas que "mané" culpa que nada!! Eles fingiram por tanto mais tempo. Porque eu não consigo acreditar que os sentimentos nasçam e morram com tanta rapidez. Tá, tá.. brequice e sentimentalismo barata, agora não! Afinal de contas, eu sou fria. A mulher gelo em pessoa.
E nesse jogo, que a gente finge nem saber que existe, as coisas continuam acontecendo. A vida não pode parar. E nós também não.. Quem sabe, de uma hora para outra, a gente acha a exceção.. As exceções, meninas, acreditem ou não. elas existem! E, como mamãe sempre fala, mais cedo ou mais tarde, aparece!!
Paciência!! Virtude que a gente aprende a praticar - ou fingir, né, monas?! - quando não já nascemos com ela

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Opinão com excesso de confusão

Não tenho, não tive e acho que nunca terei. O pior é sentirmos falta daquilo que nunca tivemos. O lábio que nunca tocamos, as palavras que nunca pronunciamos, o olhar que nunca foi trocado, sempre foi solto no ar, sem receber retorno. O triste é percebermos que paramos no mundo, apreciando coisas alheias. É não conseguir enxergar que nos acomodamos a observar situações que nunca farão parte de nossas vidas, almejando coisas e esperando que elas cheguem para colocarmos o pé na estrada e, finalmente, começarmos a viver. O maior erro é esse! É não perceber que a nossa vida é essa! Ela já começou, e não teremos prorrogação no final das coisas. O que temos é isso aqui e se não pararmos para procurar a felicidade dentro de nossas possibilidade talvez nunca a entremos. Talvez seja triste ou, quem sabe, um simples comodismo, dessa vez da minha parte. Talvez eu não tenha mais a mesma paciência de antes. Não acho que tenha mais tempo de esperar respostas para um sorriso, para um olhar ou para um sentimento que eu escolhi alimentar sozinha. Mesmo que não tenham me dado esperança ou um pouco de segurança. Mas os meus sonhos são só meus. Minhas culpas são minhas e o julgamento não cabe a mais ninguém! Eu sei que o que digo não precisa ser e, talvez, nem sirva de conselho para ninguém. Meus dedos nervosos agem com mais rapidez que meu cerébro desconcertado! São coisas que sinto agora, mas que daqui a um segundo podem ser algo absurdo para mim. A verdade é que mudo de opinião mais do que troco de roupa. Mas não me arrependo, na verdade até agradeço. É sinal que tenho algo a mudar. Uma opinião pensada, repensada, mas que pode cair, com o modernismo das coisas. O que não posso é deixar que ideias alheias me façam ir para o caminho errado ou me parem no meio da estrada. Se não temos que desejamos ter, ao menos podemos tentar ser o que queremos ser. Não precisamos de ninguém para ir à luta, mas não precisamos continuar em lutas que já percebemos que não tem como ganhar. O negócio é ir em frente. Se for para ser, será! A verdade, sabe qual é?! Eu sempre achei esse papo de deixar rolar, uma desculpa para não ir atrás do que queremos. Mas, me explica, como podemos correr atrás de algo que insiste em fugir de nós?! Acho que não vale a pena, quem dirá a galinha - no caso o galo - (sem graça, concordo!)...
Mas é isso. A opinião da vez é essa. Mas prometo que se ela mudar eu venho aqui avisar. Até se for daqui a pouco, depois que eu sair do banho.
"A chuva continua molhando, a neve ainda é gelada e o fogo ainda queima, mesmo assim, tudo mudou."

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

"Por que não eu?"

Não quero assustar ninguém. Talvez minhas palavras desequilibradas sejam mais do que você está preparado para encarar. Não quero mentir, nem, tão pouco, falar a verdade. Criei minha própria zona de proteção, onde eu decido o que entra e sai de dentro de mim. Não quero falar demais, mas tenho medo de calar mais que o necessário. São escolhas que finjo ter me preparado para enfrentar. Um dia a mais ou um dia a menos podem não parecer fazer diferença em um mundo onde tudo parece ser tudo igual. Mas, já faz um tempo, aprendi que cada passo é importante e me leva a algum lugar. Cada segundo um novo aprendizado, nem que seja uma nova maneira de lídar com os erros mais antigos. Não tento acertar em tudo, mas eu queria encontrar a paz que preciso para buscar errar menos. Eu jogo minhas palavras ao vento com a esperança que elas te digam alguma coisa, pois a mim não dizem mais nada. Todo mundo já previu meus blefes e descobriram minhas cartas. Em um jogo onde tudo é jogado fora a toda hora por não se saber jogar. Não existe nenhuma regra nova, além daquelas que nós mesmos decidimos criar. Você escolhe o curso do rio, você decide o que cada um vai levar de você. Seja por omissão ou por coragem de se falar aquilo que ainda nem se tem certeza. A dificuldade está em perceber que Um é sim mais que Dois. Eu queria gritar, mas minha voz não alcançaria nem o outro lado da rua. Eu queria correr, mas minhas pernas me prendem a um mundo que eu não tenho mais paciência pra desvendar. Meus olhos vêem as mesmas coisas de um ano atrás. Por mais que os personagens mudem, a história é a mesma, com trilha sonora e lenço no final das contas. Pensar fica cada vez mais complicado e se torna cada vez mais descartável. Não me peça para voltar atrás e apagar tudo o que eu escutei você contar nas entrelinhas. Seu silêncio me disse tudo o que eu precisava ouvir, mas que eu não podia escutar. Uma coisa boa que toma conta de cada parte do meu corpo e me faz dançar conforme a música, mas quando eu abro os olhos eu vejo que sou a única a ocupar a pista. A gente se engana e se enganando acaba achando a verdade. Mas o que não percebemos é que tudo é muito mais relativo que um simples abraço ou um beijo no rosto.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Tem que fazer sentido

Acontece que é sempre assim. A gente briga, mas logo, logo fica de bem de mim.
São brigas que quase nunca têm uma razão, coisas que a explicação só cabe mesmo ao coração. Um dia dá birra, no outro corre e me pede carinho. Esquece que eu também me sinto um pouco sozinho.
E essa sua ideia, de discutir e não voltar atrás. A gente briga, briga e depois nem lembra mais.
São coisas meio difíceis de se entender, ainda mais se para explicar me falta alguém assim, como você.
Decisão, simplesmente, não é o seu ponto forte. Logo você com todo esse porte!!
Mas deixa isso pra lá, afinal que é que ia querer me namorar? Se dou um passo pra frente você quer logo recuar.
Mas é que tem tanta gente querendo me namorar, às vezes fica chato se eu comentar.
Uma coisa pode ser um milhão de coisas mais. Tudo vai depender do ponto de vista do: Até mais!