sábado, 4 de julho de 2009

O bendito diploma

Depois da exterminação do diploma para o curso de jornalismo, venho recebendo mais e-mails que o normal, o que não é muito difícil, já que ninguém me manda nada. Enfim, recebi entre esses, um bastante interessante que acho válido compartilhar. A menina que o enviou não colocou a fonte. Mas copio e colo, sem qualquer alteração!

"Senador apresenta PEC sobre diploma de jornalista.O senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) apresentou, na quarta-feira (1º/7), Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que torna obrigatória a exigência de diploma para exercer a profissão de jornalista. Vale lembrar, no entanto, que, se aprovada, a emenda já nasce inconstitucional. Isso porque o Supremo Tribunal Federal já afirmou que a liberdade de expressão é cláusula pétrea e não pode ser restringida. As informações são da Agência Senado. A PEC, de acordo com o parlamentar, foi elaborada para superar o impasse provocado pela decisão do Supremo Tribunal Federal. Os ministros consideraram inconstitucional o Decreto-lei 972/69, que previa a obrigatoriedade de diploma.A proposta, entretanto, apresenta duas ressalvas, ao permitir que colaboradores possam publicar artigos ou textos semelhantes, e os jornalistas provisionados continuem atuando, desde que com registro regular. Os jornalistas provisionados com registro regular são aqueles que exerciam a profissão até a edição do Decreto-lei."Uma consequência óbvia da não obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão seria a rápida desqualificação do corpo de profissionais da imprensa do país. Empresas jornalísticas de fundo de quintal poderiam proliferar contratando, a preço de banana, qualquer um que se declare como jornalista”, argumenta Valadares.Conforme o senador, a principal atividade desenvolvida por um jornalista é "a apuração criteriosa de fatos, que são então transmitidos à população segundo critérios éticos e técnicas específicas que prezam a imparcialidade e o direito à informação".Valadares rebateu as críticas dos que consideram que a PEC é uma afronta ao Supremo. Segundo ele, “a exigência do diploma diz respeito não à liberdade de expressão, mas à qualificação indispensável para uma atividade profissional que interfere diretamente, e de forma ampla, no funcionamento da sociedade”.O parlamentar assinalou, também, que a existência da figura do colaborador em todas as redações é uma prova de que a liberdade de expressão não está sendo impedida. “Exemplos disso são médicos, advogados e outros profissionais que escrevem textos técnicos sobre os campos onde atuam”, completa o senador."

Como Shakespeare, também aprendo

Um dia a gente aprende que caminhar pra frente nem sempre é a melhor saída.
A gente entende que até coisas ruins podem fazer parte.
A gente aprende que é preciso estar preparada pro não mesmo esperando que a resposta seja sim.
Porque a gente aprende que nem sempre o que queremos é o melhor para nós.
A gente aprende que é preciso quebrar a cara e entende que nem sempre sentirão pela gente o que a sentimos por alguém.
A gente aprende a enxergar o mundo e entender a canção.
Passamos a entender que é mais importante as pessoas que amamos do que qualquer bem material.
A gente aprende que existem milhares maneiras de amor e aprende a diferenciar uma da outra.
A gente aprende a chorar, mas não conseguimos nos acostumar.
Aprendemos que viver é preciso e que cada um tem uma maneira diferente de se viver.
Aprendemos que ninguém é igual a ninguém e cada um tem algo bom pra te oferecer, mesmo que seja de uma maneira ruim.
A gente aprende que a saudade dói e aprende a dar valor as pessoas que amamos.
Aprende a não dizer tudo o que sente e aprende que não há porque ter medo de falar.
Um dia a gente aprende que não importa o tempo que passou, sempre aprenderemos alguma coisa e que essa coisa pode mudar a qualquer hora, porque não existe nenhuma receita e cada um aprende o que decide aprender, basta abrir os olhos.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

"Ao invés de diminuir o imposto, poderia pegar todo esse dinheiro e dar para os pobres." Luís Inácio Lula da Silva

E por que não o faz?

Enquanto ele diz que diminui os tais impostos, as compras do mês continuam aumentando. Não me importaria com isso se alguém que realmente precisa tivesse ganhando com isso, ao invés de ver o dinheiro indo pro bolso das grandes empresas que só sabem ganhar dinheiro e mais dinheiro.
Eu não me importaria de perceber o Plano Piloto um pouco mais emburacado, com todas aquelas flores murchas, se a educação e saúde melhorassem e a desigualdade absurda desse país diminuísse.

sábado, 20 de junho de 2009

A primeira de muitas!

Hoje foi um dia de pensar e repensar certos conceitos. Conheci o Rafael Cortez, jornalista, ator e músico. E enquanto ele falava de si parece que tinha um pouco de mim naquelas falas. Alguém que não sabia muito bem o que queria, que ao mesmo tempo se via em vários lugares, em diversos ambientes. Um distinto do outro, um melhor que o outro. Uma atriz, alguém que se transforma na frente de uma câmera, que se perde em um texto e que se encontra diante de uma platéia. Uma jornalista que vive com a verdade e vê diante de cada fonte uma maneira nova de aprender. Eu escolhi meu caminho. Tracei meus objetivos. Não foi fácil. Não foi do dia pra noite. Para chegar onde estou hoje renunciei muita coisa e aceitei outros milhares delas. O dinheiro que gastei, não achei jogado em qualquer lugar. De família simples, sempre precisamos fazer algum esforço para pagar a mensalidade. 1.100 reais todos os meses, sem atrasos. E uma decisão, que ao ver de alguns, ajuda uma parte da sociedade que não tem acesso à universidade, acaba ferindo os direitos de uma parcela que também não tem tantas condições. Alguns que ralam para pagar a conta em dia, tudo em prol do sonho de se formar. Não acho que todas essas questões sejam invalidas, pelo contrário, nessas horas me pergunto cadê a tão falada democracia. Cadê a tão sonhada liberdade de expressão. Sendo que agora, o que a maioria queria era um jornalista com formação suficientemente boa para dizer a verdade com ética e baseando-se em conceitos vistos e revistos durante anos em uma instituição de nome. Não entendo o porquê de tirar o diploma de uma classe que se prepara. Vejo a pura regressão. Abolir o diploma é abolir o incentivo a educação. Agora o que vejo são milhares de estudantes, recém chegados no curso, abandonando a faculdade e perdendo o dinheiro e o temo que mitos nem tinham. Vejo outros, em situação até pior. Pessoas que estão para se formar, que tinham a garantia de seus direitos até pouco tempo atrás e que agora não sabe o que é pior. Perder anos de dinheiro, abandonando o curso. Ou continuá-lo, sem nenhuma garra ou vontade. O que eu vejo é um totalitarismo e uma falta de senso. Um egoísmo das grandes empresas e daqueles que as mantém. Vejo o resultado do capitalismo e de uma minoria que possui o poder e que o utiliza para amordaçar quem quer falar. Eu tenho a mais pura certeza que a maioria do povo quer e merece jornalistas formados. Na faculdade eu aprendi a ler as pessoas e a escutar a verdade. Aprendi o valor da ética e o poder que temos diante da sociedade. Aprendemos a fazer o bom pelas pessoas e a lutar contra injustiças. Nós enxergamos nosso lugar diante da sociedade. Aprendemos nossas responsabilidades, como formadores de opinião. São anos e anos aprendendo a melhorar o texto e praticando um jornalismo cidadão. E talvez o problema esteja exatamente aí. Talvez o poder não queira um jornalista que pense e que saiba falar quando o mesmo está errado. Talvez o que procurem sejam apenas pessoas para executar ordens. Para isso, não precisa-se de diploma. Eu espero que eles parem para escutar a maioria, ao invés de virar os ouvidos apenas para quem interessa. A sociedade não pode se deixar oprimir pelo poder. E nós, jornalistas, como o quarto poder, estamos aqui para cuidar disso. Aos que preferem um jornalista formado e com experiência de anos em uma UNIVERSIDADE, eis me aqui!

quarta-feira, 10 de junho de 2009



Por você eu aprendi a viver.

Só por você.

Por você eu sei o que é dar e receber.

Isso eu aprendi com você.

Com você eu sei o que é estresse, raiva e birra.

Graças a você sei qual é o limite do amor, aprendi que esse limite não existe. Isso quando amar alguém, trata-se de você.

É tipo a lua e sol. A minha maior contradição.

Você é minha mãe e minha melhor amiga. Minha pessoa chata e aborrecida. Minha conselheira. Quem me tira do sério, quem me devolve a paz. Quem me conhece quando me desconheço. Quem me aguenta até demais. Minha protetora. És quem me estraga e quem tenta concertar. Com quem eu brigo devido ao fato de te amar. É quem me pede ideias e quem me deixa completamente sem ideias. É quem me dá e me tira esperança. Com quem eu falo e escondo namorado. Quem me deixa à vontade e me faz ser tímida. De quem não tenho vergonha e quem me cobra vergonha. Você é meu tudo, é meu nada. Meu lado positivo e negativo. É meu extremo, é minha calma. Minha esperança, meu refúgio. Não existo sem você, porque você é uma parte de mim. Me vejo em você porque você quis assim. Somos tão parecidas e tão desiguais. Somos eu e você e você e eu. A ordem não importa porque uma só é uma quando há as duas.

Não é possível viver sem vida. Você é a minha.

O que eu faço com as palavras que eu calei?
Como recupero o tempo que perdi?
Como desisto do que nem ao menos consegui?
Aonde eu vou, se não sei onde quero ir?
A expressão congela dentro de mim.
Meu sorriso trava. Quando vejo, não ri.
Eu como uma pêra e vejo que queria maçã.
Escolho a laranja, mas eu nunca gostei do sabor.
Corro só para não ficar parada, enquanto falo só para tentar me enturmar.
Eu crio alguém que pensei não existir e percebo que eu me criei assim.
Especulo, mas não tenho coragem de fugir.
Eu me calo porque tenho medo de agir.
Me puxa? Eu só espero por você.
Me usa, e eu fingirei nem perceber.
Eu encaro o que for melhor pra você, porque já achei o que foi melhor para mim.
Me adéquo ao correr do rio.
Faço o que pede sem dar um só pio.
E enquanto todos me julgam a certinha sonhadora, já tenho nas mãos o que queria desde o início.
O que for melhor pra você acaba se tornando o melhor para mim.
Enquanto eu puder te ter poderei sorrir sem fingir.
Nem tudo que faço é pensando só no seu bem, há um pouco de egoísmo no fato de eu querer que você também goste de mim.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

"Se cuide, filho não é brincadeira"

Adolescente do primeiro colegial engravida de um colega de classe aos 16 anos de idade. Ao contar para seu pai sobre sua gravidez recebe total apoio e ajuda. Juntos, encontram um casal disposto a adotar seu filho antes mesmo de nascer, a interessada é uma mulher com boas condições financeiras além do enorme desejo de ser mãe. Essa é a trama do filme Juno, um longa-metragem engraçado e sarcástico, mas que infelizmente não é condizente com a realidade da maioria das adolescentes que engravidam tão cedo. Na vida real as dificuldades vão muito além do não estar preparada.

Segundo pesquisas realizadas pelo IBGE, o número de adolescentes grávidas ,entre 15 e 24 anos, é de aproximadamente 22%. Em classes menos favorecidas, a porcentagem de meninas grávidas e com maior número filhos é superior do que em classes com maior aquisição. No Brasil, a maioria de casos assim concentra-se em áreas rurais, e a região que ocupa o primeiro lugar no ranking é o Centro Oeste. Baseado em estudos a cerca da população jovem no Brasil, pode-se afirmar que paralelamente ao declínio dos níveis gerais da fecundidade, houve uma mudança em seu padrão etário, ou seja, o número de fecundidade das jovens brasileiras teve um aumento expressivo, ao mesmo tempo em que se pode notar uma redução nas taxas de fecundidade de mulheres com mais idade.

A pedagoga Sara de Almeida está acostumada a lidar com casos assim constantemente, ela é diretora do Lar das Crianças de Lourdes, fundada pelo farmacêutico, já falecido, Lino de Almeida e sua esposa Maria da Paz de Almeida, em Taguatinga Sul. O casal começou recebendo crianças carentes em sua própria casa e só depois receberam um espaço cedido pelo governo. Além do espaço, o governo contribui com uma renda mensal que paga os funcionários do local, deixando como responsabilidade dos donos as despesas com moradores, como alimentação, roupa e higiene. A instituição presa em abrigar crianças que não tem onde morar, por abandono ou problemas com os familiares. Esse é o caso da adolescente Ana, de 16 anos, que foi acolhida pela pedagoga quando tinha ainda 14 anos. A menina estava grávida e foi expulsa da casa de sua irmã, que não aceitou o bebê. “Muita coisa mudou depois do bebê, hoje não saiu mais e sou vista de outra maneira por meus colegas. Fui obrigada a amadurecer mais rápido”, explica Ana.
Os traumas para uma criança que têm sua vida modificada tão rapidamente são vários, e por isso o abrigo contratou uma psicóloga para cuidar dessas adolescentes que, muitas vezes, não tem nem mesmo o corpo preparado para ser mãe. De acordo com a doutora Jéssica Sampaio o tratamento com meninas nessa situação tem que ser mais sutil, pois elas muitas vezes se vêem preparadas para assumir tal responsabilidade, quando na verdade não estão. Isso ocorre principalmente antes do nascimento do bebê, e qualquer decepção ou aborrecimento pode fazer com que abandonem as seções.

Marta é outro caso de gravidez precoce que chegou à Sara, dessa vez um pouco diferente, pois Marta foi deixada lá quando ainda era bebê, não chegou a conhecer sua mãe, e seu pai só aparece aos finais de semana. “nem vejo, nem converso com meu pai. Ele aparece uma vez na semana pra visitar minha irmã que fica aqui também” conta a menina. Ela fugiu do abrigo e na rua conheceu o garoto de quem engravidou, quando descobriu a gravidez voltou para o Lar de Lourdes e o garoto foi para Goiânia, onde residem os pais.

Espaços que acolhem adolescentes grávidas nem sempre é a opção que essas jovens fazem, pois querem continuar com o companheiro, e por isso se submetem a condições extremamente constrangedoras. Assim ocorreu com Laura, que aos 14 anos foi expulsa de casa por está grávida. A menina é moradora de Samambaia e era criada por tias e a avó, desde que a mãe foi presa por envolvimento com drogas, sem querer abandonar o namorado se viu obrigada a pedir para ficar na casa dele, que convenceu o pai a aceitar a namorada e o bebê que estava a caminho, mesmo sem concordar com a atitude do filho. Laura diz que é destratada, mas não quer ficar longe do pai de seu filho.

Pensando em casos como estes, adolescentes sem preparação para ser pais, o governo promove há alguns anos a campanha de planejamento familiar, que em 2008 teve o slogan “Se cuide, filho não é brincadeira”. A campanha foi idealizada pelo Ministério da Saúde com a intenção de cumprir o compromisso firmado pelo presidente Lula, de ampliação do acesso a informação e aos métodos contraceptivos disponíveis no SUS, Sistema Único de Saúde, garantindo que o casal decida quantos filhos querem ter, e quando querem ter. A campanha de Planejamento Familiar foi veiculada através do rádio e da televisão no período de 09 a 22 de março, além de cartazes e anúncios em revistas. Tudo isso para que esses jovens possam se conscientizar da importância do planejamento familiar.

A jornada do impresso


As cartas tornaram-se a principal forma de transmitir noticias. Os antigos gregos com as Efemérides e os antigos romanos com as Actas, que nasceram no final da República Romana por ordem de Júlio César. Primeiramente eram afixadas, mas logo passaram a circular sob a forma de pergaminho;
105 D.C. - É atribuída a T'sai Lun na China, a invenção de papel . Fabricado a partir de fibras de cânhamo trituradas e revestidas de uma fina camada de cálcio, alumínio e sílica;
No século XII - os europeus tomaram conhecimento do papel como um artigo de luxo, introduzido pelos árabes;
Na década de 40 do século XV-Gutenberg foi o percussor da impressão. Usando tipos móveis reutilizáveis e desenvolvendo assim as artes gráficas. Seu primeiro projeto ambicioso foi à impressão da Bíblia;
Há controvérsias sobre o primeiro jornal impresso. Alguns historiadores acreditam que tenha sido o mensário Noviny Poradné Celého Mesice Léta 1597 (Jornal Completo do Mês Inteiro de Setembro de 1597) editado em Praga por Daniel Sedltchansky. Mas outros historiadores preferem dar as honras de primeiro jornal impresso ao semanário Nieuwe Tijdinghe, criado em Antuérpia por Abraão Verhoeven, em 1605.
O primeiro jornal impresso diário foi o Daily Courant, criado na Inglaterra por Elizabeth Mallet, em 1702. Era apenas uma folha de papel, mas não só mostrou que as pessoas queriam conhecer rapidamente as noticias, como também contribuir para transformar o conceito de atualidade.
De 1631-1789 - em sua primeira fase, o jornalismo adquiriu caráter diário. Já circulava folhetos e gazetas, impressos em formato de panfleto;
No Brasil, o primeiro jornal foi o Correio Braziliense, fundado em Lodres no ano de 1808, por Hipólito José Costa. O objetivo era combater a censura existente no país, tratando de temas políticos.
O Correio Braziliense era produzido e vendido na Inglaterra e chegava ao Brasil clandestinamente. Tinha cerca de 100 páginas, era mensal, caro e apresentava um tom mais doutrinário do que informativo.

A partir de 1820, com o fim da censura, o Correio passou a circular livremente e novos jornais foram criados, tais com o Diário do Rio de Janeiro, o Revérbero Constitucional Fluminense e a Sentinela da Liberdade;
A segunda fase do jornalismo iniciou por volta do século XVII (1789-1830). O jornalismo passou da imprensa informativa para a opinativa, caracterizando o jornalismo literário e político, colocando em segundo plano, finalidades econômicas;
Já no Segundo Reinado, surgiu no Brasil uma nova fase do jornalismo. Menos política e polêmica para se fazer mais literatura mundana. Dessa época são Jornal do Comércio (1827), a Gazeta de Noticias (1874), o Estado de São Paulo (1875) e mais tarde, o Jornal do Brasil (1891). Exibiam em suas páginas textos de famosos jornalistas escritores;
No inicio século XIX a imprensa que predominava era designada party press ou impressa do partido. Uma imprensa ideológica ou opinativa (de idéias);
Em meados do século XIX, ocorreram mudanças radicais na tecnologia que modifica os rumos e o caráter da imprensa, surgindo assim à terceira fase do jornalismo.
Com a criação da prensa rotativa por Koning, em 1812, o advento do telegrafo e as evoluções dos transportes foram importantes para permitir uma maior produção, melhor distribuição e menos custos, que caracterizaram junto ao desenvolvimento industrial, um “jornal feito para massa”. Com estes inventos, os jornais ficaram menos opinativos e mais factuais e noticiosos;
É no século XIX que surge à demanda de papel para a impressão de livros, jornais e fabricação de outros produtos de consumo, levando à busca de fontes alternativas de fibras a serem transformadas em papel;
Na década de 80, inicia-se a quarta fase do jornalismo. Novas tecnologias fizeram com que o jornal mudasse. Um dos motivos foi à concorrência com a televisão. Os jornais diários passaram a serem mais atraentes com infográficos, surgiram as matérias de entretenimento, de serviço e utilidades.
Com a virada do século, os jornais trazem, além de política e literatura, entrevistas e reportagens. A imprensa descobre a publicidade e passa a ser uma empresa capitalista;
Os pequenos jornais, com estrutura simples dão lugar às empresas jornalísticas de maior porte, contando com complexos equipamentos gráficos. Esse é o inicio da industrialização do jornal;
Atualmente, os jornais utilizam em suas redações terminais de computadores. Um modo mais rápido de se “fazer” a notícia para milhares de leitores.

Valores que estão em falta no mercado

Imparcialidade, objetividade e neutralidade, são características que há algum tempo vêm se perdendo no perfil do jornalista moderno. Esses critérios, que sugeriam credibilidade, hoje, são princípios quase irreais, que acabam dando espaço a novos recursos. Como o sensacionalismo, que trata o fato com dramatização e espetacularização, transformando a notícia em uma mercadoria a ser vendida. Essa talvez seja a mais antiga ferramenta usada para aumentar as vendas de produtos de comunicação, e implica em uma opção editorial. As manchetes sensacionalistas têm o objetivo de chamar a atenção do leitor para um conteúdo que, na maioria das vezes, são fatos interpretados e não expressam, com a pureza necessária, a sua verdadeira natureza.
Há três anos e meio no cargo, o editor de economia do jornal Correio Braziliense Raul Pilati, busca neutralidade e imparcialidade no dia-a-dia de sua profissão. Raul garante que um verdadeiro jornalista respeita a informação tanto na apuração quanto na publicação do jornal. “Sensacionalismo é uma apelação do jornalismo para atrair os consumidores de informação. Há diversas gradações de sensacionalismo, desde o destaque de algum aspecto até a distorção da informação. Não é defensível a desinformação, mas os veículos usam, em maior ou menor grau, deste recurso. A reação dos consumidores dá a medida do limite.” O Jornalista destaca que uma informação correta pode ser propositalmente distorcida pela visão editorial ou ter várias interpretações de uma mesma notícia. Mas garante: “não é possível esperar absoluta neutralidade e imparcialidade porque todos os jornalistas têm crenças, convicções, concepções, formações e deformações que turvam sua objetividade e o resultado de seu trabalho”. Qualquer estudante de jornalismo é orientado a checar e respeitar a informação, buscar ouvir muitas fontes, investigar e, principalmente, ser ético. Priscilla Andrade, estudante do 2º semestre de Jornalismo da Universidade Católica de Brasília, acredita que dificilmente escreveria uma matéria sem deixar transparecer sua opinião. A linha de raciocínio da estudante fica clara quando ela afirma: “O sensacionalismo é necessário. Não vejo nenhuma outra forma de prender a atenção do leitor.” Já Luanna Ramos cursa o último semestre de jornalismo, e não mede palavras ao afirmar que o sensacionalismo é uma forma de deformar a realidade. De acordo com a estudante, esse é um artifício utilizado propositalmente, pois é possível fazer um jornalismo sem a utilização deste recurso. Quando questionada sobre como os jornalistas fariam para não perder a credibilidade junto ao público, diz “Primeiro, falar a verdade, independente do recorte que resolva destacar dessa realidade. Sendo verdadeiro, já é primeiro passo.” Luanna se forma em Julho desse ano e ressalta que tentará usar a neutralidade e imparcialidade em sua profissão.
Fica cada vez mais clara a nova visão que os jornalistas têm sobre antigos valores. A imparcialidade e objetividade são questões que ficaram como objetivos que, na maioria dos casos, não são alcançados. Maria Luiza Brochado é jornalista da EMBRAPA, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, há 11 anos. Ela apenas reafirma o que já foi dito por outros entrevistados. Ela diz tentar trabalhar com neutralidade. “Estou sempre buscando aplicar a imparcialidade, mas em certos momentos esta não é a melhor alternativa. Somos formadores de opinião e podemos usar isso para a melhoria de muita coisa na sociedade.” diz Maria Luiza.
O Balanço Geral, um telejornal popular exibido na hora do almoço na Rede Record com a apresentação de Henrique Chaves, aposta em reportagens de comportamento e curiosidades. O programa ganhou a simpatia de grande parte da população, apesar de ser bastante criticado pelo excesso de sensacionalismo. Henrique, aos berros, apresenta as notícias do dia. Ele anda, de um lado para o outro, no cenário bem simples. O que para uns é interpretado como sensacionalismo para outros é somente a representação de uma realidade. Essa é a opinião da costureira Terezinha de Jesus de 68 anos, que garante que o programa ajuda a resolver os problemas dos mais necessitados. “Quando eu vejo o Henrique falando do problema, eu sei que ele vai resolver!” O programa, exibido de segunda a sábado, expõem o drama das pessoas e abusa dos sentimentos alheios.
“Temos que ter discernimento para nos tornar isentos e deixar que as conclusões sejam do telespectador e não nossas.” Diz Juliana Texeira, que está prestes a completar três anos na TV Tambaú de João Pessoa. A jornalista observa que quanto mais cruel a notícia maior o destaque. Mas a população não pode deixar que o sensacionalismo faça parte de seu cotidiano.
De alguma maneira, sempre nos basearemos em nossos valores para a produção de um texto. O que não se pode fazer é passar para o público apenas um lado da história, o impedindo de tirar suas próprias conclusões. Com honestidade, responsabilidade e compromisso social, devemos levar a informação correta ao público.