Eu aceitaria ser o que seu sentimento determinasse.
Poderia ser uma bonita lembrança, ou quem sabe apenas uma doce saudade.
Eu aceitaria, não sem dor, ser algo sem rótulos. Ou apenas alguém que precisa ser esquecida.
Poderia ser o que você quisesse o que você pedisse.
Eu poderia não sentir a necessidade de explicações, se por acaso me pedisse para não explicar.
Poderia ir e não olhar para trás se me dissesse que meu caminho e o seu não deveriam mais se cruzar.
Eu saberia aceitar o destino se eu pudesse o conhecer.
Eu aceitaria escutar, se sua vontade fosse falar.
Mas tenho o direito de não me conter, se você se recusa a pedir o contrário.
Eu posso insistir em errar, se você prefere não se pronunciar.
Eu seria capaz de não procurar respostas, se você colocasse com suas palavras apenas mais uma interrogação em minha cabeça.
Eu poderia viver com a dúvida, se eu a tirasse de seus abraços.
E poderia voltar atrás, se por acaso você voltasse atrás.
Eu aceitaria fingir desentendimento se me propusesse um entendimento.
Eu aceitaria desculpas, se por um acaso se desculpasse. e te diria o que penso se aceitasse conversar.
Eu só não consigo ler sua mente e lidar com mais ilusões.
Não consigo criar o que dizer e imaginar o que responderia.
Porque eu consigo ser eu e posso fazer tudo o que realmente faria se me pedisse, mas não consigo nem ao menos tentar pensar no que você realmente deseja fazer, se é que ainda deseja alguma coisa.
Eu aceitaria fingir, não sei se com sucesso, que não penso mais nenhum segundo sequer em voe e te prometeria que nunca mais cruzaria seu caminho, se assim me pedisse. Em troca só queria uma palavra, um gesto ou um olhar que seja que me dissesse alguma coisa, por mais sem sentido que seja. Porque eu descobriria o que quisesse me dizer.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
O primeiro passo pode ser o seu
Um levantamento feito pelo Instituto Superior de Estudos da Religião do Rio de Janeiro, junto a Johns Hopkins University, constatou que em nosso país existem mais de 200 mil instituições sem fins lucrativos, congregando cerca de 10 milhões de voluntários e prestando atendimento a, pelo menos, ¼ da população brasileira.
No Brasil, o Estado atende uma parcela restrita da sociedade, fazendo com que inúmeros cidadãos fiquem sem a assistência devida. Muitas dessas instituições nascem com o desejo de dar a estas pessoas a oportunidade de terem seus direitos respeitados.
Mesmo com o terceiro setor sendo o segmento que mais se desenvolve no Brasil, ele não consegue dar assistência a todas as classes marginalizadas socialmente. Estudos realizados pela Pesquisa Econômica Aplicada (IPAE), junto com outras entidades importantes, mostraram que os grupos preocupados com a defesa dos direitos humanos são os que mais crescem dentro do terceiro setor.
No Brasil, o tempo que se leva para criar uma associação beneficente é extremamente longo, comparado a países desenvolvidos. Em lugares como a França, por exemplo, as questões burocráticas são resolvidas em poucos meses, para que assim a entidade passe a agir mais rápido na sociedade. Aqui a espera por todas essas resoluções chega a durar anos, o que pode causar a desistência por parte dos criadores.
Maria Lourdes, uma das fundadoras da Associação DF Down, afirmou que o tempo de espera para a legitimação do projeto foi grande. A associação começou a ser pensada quando sua filha, Lia Luiza, nasceu em 2004, mas devido aos trâmites legais só puderam começar a atuar no início de 2007.
Lia nasceu com Síndrome de Down e Lourdes por algumas vezes foi incentivada pelos médicos a tirar o bebê. Sem se deixar abater pelos conselhos dos profissionais ela levou a gravidez até o fim, e percebeu que a filha seria amada de qualquer forma. Maria Lourdes contou que desde o primeiro dia que soube que seu bebê nasceria com má formação genética decidiu não chorar mais, ela queria agir. Hoje, com a sua experiência de vida, além de coordenar a Associação DF Down, e integra a coordenação do Instituto Meta Social.
O Meta trabalha com projetos de divulgação, visando a inclusão de pessoas com deficiências. O Instituto nasceu com a conversa descontraída de Helena Werneck e Patrícia Heiderich, ambas com filhas com SD. Lourdes que recentemente passou a coordenar o Meta em Brasília afirmou que a integração de instituições assim é capaz de falar mais alto e atingir os ouvidos do governo.
Junto com Maria Lourdes trabalham inúmeros voluntários, mas ainda não o suficiente. A associação pretende criar um espaço com médicos que atenda crianças com Down que não tenham condições. Em Brasília o único hospital público direcionado para o atendimento exclusivo dessas pessoas conta com um atendimento incompleto. “Eu pensei nisso aqui não foi para a Lia, graças a Deus eu tenho condições de levá-la aos melhores médicos, eu luto pelos que não tem as mesmas condições que eu”. São com pensamentos e iniciativas como a de Lourdes que nascem as associações do terceiro setor, com a intenção de levar os direitos básicos àqueles que não recebem assistência do governo. Essas instituições não visam fazer o trabalho que era pra ser feito pelo Estado, por obrigação. De acordo com Lourdes a luta deles é por respeito, tanto do governo, quanto da população.
No Brasil, o Estado atende uma parcela restrita da sociedade, fazendo com que inúmeros cidadãos fiquem sem a assistência devida. Muitas dessas instituições nascem com o desejo de dar a estas pessoas a oportunidade de terem seus direitos respeitados.
Mesmo com o terceiro setor sendo o segmento que mais se desenvolve no Brasil, ele não consegue dar assistência a todas as classes marginalizadas socialmente. Estudos realizados pela Pesquisa Econômica Aplicada (IPAE), junto com outras entidades importantes, mostraram que os grupos preocupados com a defesa dos direitos humanos são os que mais crescem dentro do terceiro setor.
No Brasil, o tempo que se leva para criar uma associação beneficente é extremamente longo, comparado a países desenvolvidos. Em lugares como a França, por exemplo, as questões burocráticas são resolvidas em poucos meses, para que assim a entidade passe a agir mais rápido na sociedade. Aqui a espera por todas essas resoluções chega a durar anos, o que pode causar a desistência por parte dos criadores.
Maria Lourdes, uma das fundadoras da Associação DF Down, afirmou que o tempo de espera para a legitimação do projeto foi grande. A associação começou a ser pensada quando sua filha, Lia Luiza, nasceu em 2004, mas devido aos trâmites legais só puderam começar a atuar no início de 2007.
Lia nasceu com Síndrome de Down e Lourdes por algumas vezes foi incentivada pelos médicos a tirar o bebê. Sem se deixar abater pelos conselhos dos profissionais ela levou a gravidez até o fim, e percebeu que a filha seria amada de qualquer forma. Maria Lourdes contou que desde o primeiro dia que soube que seu bebê nasceria com má formação genética decidiu não chorar mais, ela queria agir. Hoje, com a sua experiência de vida, além de coordenar a Associação DF Down, e integra a coordenação do Instituto Meta Social.
O Meta trabalha com projetos de divulgação, visando a inclusão de pessoas com deficiências. O Instituto nasceu com a conversa descontraída de Helena Werneck e Patrícia Heiderich, ambas com filhas com SD. Lourdes que recentemente passou a coordenar o Meta em Brasília afirmou que a integração de instituições assim é capaz de falar mais alto e atingir os ouvidos do governo.
Junto com Maria Lourdes trabalham inúmeros voluntários, mas ainda não o suficiente. A associação pretende criar um espaço com médicos que atenda crianças com Down que não tenham condições. Em Brasília o único hospital público direcionado para o atendimento exclusivo dessas pessoas conta com um atendimento incompleto. “Eu pensei nisso aqui não foi para a Lia, graças a Deus eu tenho condições de levá-la aos melhores médicos, eu luto pelos que não tem as mesmas condições que eu”. São com pensamentos e iniciativas como a de Lourdes que nascem as associações do terceiro setor, com a intenção de levar os direitos básicos àqueles que não recebem assistência do governo. Essas instituições não visam fazer o trabalho que era pra ser feito pelo Estado, por obrigação. De acordo com Lourdes a luta deles é por respeito, tanto do governo, quanto da população.
Que diferença é essa?
Não sei se já pararam pra pensar em quantas espécies diferentes de flores existe no mundo. Temos a beleza da margarida, o perfume das rosas, a singularidade e o charme do copo de leite. Todas são flores, mas podemos perceber em cada uma delas algo único, que acaba a tornando especial. Acredito que em nosso cotidiano aconteça o mesmo, com as pessoas que nos cercam.
Certa vez, caminhando sozinha pela rua, pude perceber que o detalhe que nos distingue um do outro nem sempre é tão pequeno, e é exatamente aí que se torna irrelevante. Complicado? Eu explico.
Era cedo, quando parei meu carro uma rua antes do meu trabalho. Pela falta de vagas desocupadas perto do prédio, fui obrigada a caminhar um pouco mais, por um caminho que para mim, até então, era desconhecido. No entanto, o que mais me chamou a atenção não foi a feiúra ou estranheza do local, mas sim a quantidade de crianças que dormia em cima dos jornais, utilizados para cobrir o chão. A partir daí comecei a me ater para a explicação da questão disposta acima.
Sempre foi defendida a idéia de que a diferença é algo normal, que devemos conviver e aceitar cada uma delas. E eu não digo que esse ideal esteja de todo errado. Pois acredito que existem sim detalhes que devem ser desconsiderados, como a cor, ou a religião de alguém que de alguma forma acaba de se aproximar de você.
Mas eu, que tenho onde dormir e que hoje pude escolher o que comer no almoço, sou sim diferente daqueles meninos que, com os olhos cheios de água, me pediram ajuda na ida pro trabalho. Eles dividiam espaço com ratos que mais pareciam gatos, e eram obrigados a conviver com o cheiro insuportável que saia do esgoto sem tratamento. Ali, amontoados junto a parede, eles arrumavam suas caixas, que mais tarde usariam para guardar as balas vendidas no sinal. Nunca apanhei da minha mãe, nem fui assediada pelo meu padrasto, como também nunca precisei tentar dormir na rua e de madrugada acordar com baldes de água quente jogados sobre o meu corpo, por alguém que nunca me viu, ou pelo menos nunca me enxergou realmente. Eu sou sim diferente dos personagens dessas histórias que mais parecem ficção, mas que ocupam as ruas de nossa cidade, mesmo que no anonimato. Pude escutar cada uma delas, e a cada nova palavra que essas crianças me diziam, um pouco delas ficava em mim.
E eu também sou diferente daqueles que, apenas sentados em suas enormes cadeiras, recebem muitos mil em seus escritórios distintos. São sim, eles diferentes de mim, que todo fim de mês conto as economias guardadas para cobrir a mensalidade da universidade, enquanto eles para estarem ali muitas vezes nem chegaram a freqüentar uma. Não pretendo falar de justiça, acho que depois dos fatos expostos, as palavras não são mais tão necessárias. Mas agora sou eu quem pergunta. Realmente todas as diferenças devem ser respeitadas e aceitas? Realmente devemos fingir que não há nada demais acontecendo, que essa é só mais uma diferença que deve ser relevada?
Inúmeras vezes voltamos nossos olhos para julgar as diferenças erradas. Reclamamos das alterações de cor ou raça, de opções sexuais, inferioridade intelectual e esquecemos que enquanto isso, existem distinções que nos separam cada vez mais um do outro. Nos privam do toque, algo que para mim é tão importante. Convivemos com pessoas que nem nos damos o trabalho de conhecer, nós vemos todos os dias milhares de seres humanos, mas quanto será que realmente enxergamos?
São essas diferenças que nos impede de caminhar pela rua, com medo de ser assaltado, por aqueles que geralmente buscam caminhos perigosos em busca de uma vida melhor. É essa a maior diferença entre nós, a desigualdade social, e é a que dá origem a outras inúmeras desigualdades que parecem tomar conta do mundo e tapar o olho de todos aqueles que hoje ocupam aquelas tal cadeiras gigantescas, lembra? Em seus palácios caros, fechados e defendidos de tudo e de todos os outros.
Certa vez, caminhando sozinha pela rua, pude perceber que o detalhe que nos distingue um do outro nem sempre é tão pequeno, e é exatamente aí que se torna irrelevante. Complicado? Eu explico.
Era cedo, quando parei meu carro uma rua antes do meu trabalho. Pela falta de vagas desocupadas perto do prédio, fui obrigada a caminhar um pouco mais, por um caminho que para mim, até então, era desconhecido. No entanto, o que mais me chamou a atenção não foi a feiúra ou estranheza do local, mas sim a quantidade de crianças que dormia em cima dos jornais, utilizados para cobrir o chão. A partir daí comecei a me ater para a explicação da questão disposta acima.
Sempre foi defendida a idéia de que a diferença é algo normal, que devemos conviver e aceitar cada uma delas. E eu não digo que esse ideal esteja de todo errado. Pois acredito que existem sim detalhes que devem ser desconsiderados, como a cor, ou a religião de alguém que de alguma forma acaba de se aproximar de você.
Mas eu, que tenho onde dormir e que hoje pude escolher o que comer no almoço, sou sim diferente daqueles meninos que, com os olhos cheios de água, me pediram ajuda na ida pro trabalho. Eles dividiam espaço com ratos que mais pareciam gatos, e eram obrigados a conviver com o cheiro insuportável que saia do esgoto sem tratamento. Ali, amontoados junto a parede, eles arrumavam suas caixas, que mais tarde usariam para guardar as balas vendidas no sinal. Nunca apanhei da minha mãe, nem fui assediada pelo meu padrasto, como também nunca precisei tentar dormir na rua e de madrugada acordar com baldes de água quente jogados sobre o meu corpo, por alguém que nunca me viu, ou pelo menos nunca me enxergou realmente. Eu sou sim diferente dos personagens dessas histórias que mais parecem ficção, mas que ocupam as ruas de nossa cidade, mesmo que no anonimato. Pude escutar cada uma delas, e a cada nova palavra que essas crianças me diziam, um pouco delas ficava em mim.
E eu também sou diferente daqueles que, apenas sentados em suas enormes cadeiras, recebem muitos mil em seus escritórios distintos. São sim, eles diferentes de mim, que todo fim de mês conto as economias guardadas para cobrir a mensalidade da universidade, enquanto eles para estarem ali muitas vezes nem chegaram a freqüentar uma. Não pretendo falar de justiça, acho que depois dos fatos expostos, as palavras não são mais tão necessárias. Mas agora sou eu quem pergunta. Realmente todas as diferenças devem ser respeitadas e aceitas? Realmente devemos fingir que não há nada demais acontecendo, que essa é só mais uma diferença que deve ser relevada?
Inúmeras vezes voltamos nossos olhos para julgar as diferenças erradas. Reclamamos das alterações de cor ou raça, de opções sexuais, inferioridade intelectual e esquecemos que enquanto isso, existem distinções que nos separam cada vez mais um do outro. Nos privam do toque, algo que para mim é tão importante. Convivemos com pessoas que nem nos damos o trabalho de conhecer, nós vemos todos os dias milhares de seres humanos, mas quanto será que realmente enxergamos?
São essas diferenças que nos impede de caminhar pela rua, com medo de ser assaltado, por aqueles que geralmente buscam caminhos perigosos em busca de uma vida melhor. É essa a maior diferença entre nós, a desigualdade social, e é a que dá origem a outras inúmeras desigualdades que parecem tomar conta do mundo e tapar o olho de todos aqueles que hoje ocupam aquelas tal cadeiras gigantescas, lembra? Em seus palácios caros, fechados e defendidos de tudo e de todos os outros.
Semana da solidariedade
A Semana da Comunicação também abriu espaço para a solidariedade. Alunos de Comunicação Social, tanto jornalismo, quanto publicidade, aproveitaram o espaço da SECOMUNICA para porem em prática um projeto pensado em sala de aula. A disciplina da professora Luiza Mônica, agência de comunicação comunitária, procura promover todo semestre um ato diferente de cidadania, lembrando aos comunicadores o seu papel com o social.
Nesse semestre, não foi diferente. Ontem, início da Semana da Comunicação, foi instalado, em frente ao auditório do bloco K, um espaço para coleta de cadastros para a doação de medula óssea. A iniciativa partiu dos alunos, que se organizaram, aprendendo sobre o assunto e produzindo material de incentivo à doação. Os alunos assistiram palestras sobre o tema e ganharam camisetas para a divulgação do ato.
Segundo a aluna Carol Curvello, os estudantes pretendem conseguir pelo menos 140 novos cadastros. Para a coleta da amostra não é necessário que o doador esteja em jejum. Qualquer pessoa, de 15 a 88 anos, com boa saúde pode doar. Os cinco ml de sangue são retirados para a avaliação de compatibilidade o possível doador e o paciente. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a chance de encontrar uma medula compatível é de uma em cem mil. Por isso, o espaço para a coleta da amostra de sangue estará montado novamente amanhã, quarta-feira. Participe.
Nesse semestre, não foi diferente. Ontem, início da Semana da Comunicação, foi instalado, em frente ao auditório do bloco K, um espaço para coleta de cadastros para a doação de medula óssea. A iniciativa partiu dos alunos, que se organizaram, aprendendo sobre o assunto e produzindo material de incentivo à doação. Os alunos assistiram palestras sobre o tema e ganharam camisetas para a divulgação do ato.
Segundo a aluna Carol Curvello, os estudantes pretendem conseguir pelo menos 140 novos cadastros. Para a coleta da amostra não é necessário que o doador esteja em jejum. Qualquer pessoa, de 15 a 88 anos, com boa saúde pode doar. Os cinco ml de sangue são retirados para a avaliação de compatibilidade o possível doador e o paciente. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a chance de encontrar uma medula compatível é de uma em cem mil. Por isso, o espaço para a coleta da amostra de sangue estará montado novamente amanhã, quarta-feira. Participe.
Afinal, quem é o dono?
Usar a TV como forma de se atualizar sobre o mundo é um hábito totalmente normal. Hoje em dia, ligar a televisão e assistir a novela, ou escutar as principais notícias do dia faz parte da rotina do cidadão brasileiro. Segundo dados do IBGE, o número de casas com aparelho de TV chega aos 90%, ficando à frente até do aparelho de geladeira. Isso significa que esses 90% da população tem acesso a mais de 100 canais abertos toda vez que se ligam na telinha, ou seja, não precisam pagar nada para assisti-los.
Segundo sites de pesquisa, os canais abertos ganharam esse nome com a chegada da TV por assinatura, onde a empresa controla o sinal através de uma senha, que só é gerado para os clientes que necessariamente pagam uma quantia mensal para a utilização do serviço. Já a TV pública funciona de uma maneira diferente. As emissoras como Globo e SBT, por exemplo, são concessões públicas. Tratam-se de uma autorização apresentada pelo Governo Federal às empresas que desejam praticar a transmissão de uma programação via televisão, utilizando o espaço público e seguindo as leis previstas na Constituição.
Segundo o Ministério das Comunicações, o contrato “é celebrado entre a União e o requerente para a exploração dos serviços de Televisão, cuja execução do serviço está vinculada aos termos do edital de concorrência, no qual a entidade foi homologada como vencedora do certame, pelo Presidente da República, através de Decreto Presidencial e teve o ato de outorga deliberado pelo Congresso Nacional. As propostas técnicas e de preços pela outorga, apresentadas pela entidade são partes integrantes anexadas ao contrato.”
A Lei nº 4.117/62, art. 33, determina que cada concessão dure quinze anos, podendo ser renovado por um período igual. Além disso, de acordo com a assessoria do Ministério das Comunicações, a emissora passa por uma fase experimental de seis meses de transmissão. Para continuar atuando e, depois do término dos primeiros quinze anos, ganhar a renovação do contrato, a empresa deve obedecer algumas regras constitucionais. Durante a concessão, a emissora deve privilegiar a educação, a cultura nacional e regional no conteúdo da programação. No entanto, com o descumprimento da lei, o governo deve esperar o término da outorga, de quinze anos, para que o Congresso vote o cancelamento do serviço, como prevê a constituição.
Agora que já sabemos que essas famosas redes de televisão ocupam espaços públicos e que devem atender interesses ligados à cidadania para continuar atuando, pergunto: quantas notícias de concessões caçadas já leram? Não devem ter sido muitas. Isso ocorre devido à falta de informação da população, que por muitas vezes não saberem que qualquer pessoa pode acompanhar a validade das concessões das emissoras de televisão pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), acabam não correndo atrás de seus direitos, cobrando uma programação que tratem de interesse público.
A dona de casa Terezinha de Jesus, de 72 anos, só assiste canais abertos. Ela argumenta, “A Globo completa 40 anos e nunca pensei que, para continuar atuando, ela precisasse renovar o contrato. Para mim, o Marinho já era o dono da Rede Globo”. Terezinha é uma das inúmeras pessoas que comete esse tipo de engano, por estarem acostumadas a assistirem sempre as mesmas emissoras, há anos.
Mas quem acha que essa confusão não atinge os comunicadores, engana-se. Taís Calado, 20 anos, estudante do quinto semestre de jornalismo, afirma, “Eu sabia que essas emissoras ocupam lugar público, mas não tinha o conhecimento sobre o período que essas redes têm para ficar no ar e, muito menos, que nós, cidadãos comuns, podíamos acompanhar esse processo. Acho que falta maior divulgação sobre essas coisas, mas creio que as TVs abertas não estejam muito interessadas em anunciar notícias desse tipo”.
A verdade é que a impunidade quanto a renovação e vencimento dos prazos de atuação acaba passando à população a idéia de que os canais abertos são propriedades de figuras conhecidas, como Silvio Santos ou Roberto Marinho, por exemplo.
O processo da concessão
A assessoria do Ministério das Comunicações garante que o tempo que um processo pode durar não costuma ser o mesmo. A via crussis do processo é longa.
A primeira etapa com o pedido da concessão é avaliado pelo Ministério das Comunicações que, em seguida, encaminha o processo para a Presidência da República. Depois disso, a documentação passa a ser avaliada no Congresso Nacional, sendo primeiramente analisadas pela Câmara dos Deputados e Comissões de informática, Ciência e Tecnologia, Informática e, finalmente, de Constituição e Justiça. Depois da Câmara, é a vez do Senado analisar o processo. Por fim, é assinado um decreto legislativo que é encaminhado à Casa Civil e publicado no Diário Oficial da União.
Segundo sites de pesquisa, os canais abertos ganharam esse nome com a chegada da TV por assinatura, onde a empresa controla o sinal através de uma senha, que só é gerado para os clientes que necessariamente pagam uma quantia mensal para a utilização do serviço. Já a TV pública funciona de uma maneira diferente. As emissoras como Globo e SBT, por exemplo, são concessões públicas. Tratam-se de uma autorização apresentada pelo Governo Federal às empresas que desejam praticar a transmissão de uma programação via televisão, utilizando o espaço público e seguindo as leis previstas na Constituição.
Segundo o Ministério das Comunicações, o contrato “é celebrado entre a União e o requerente para a exploração dos serviços de Televisão, cuja execução do serviço está vinculada aos termos do edital de concorrência, no qual a entidade foi homologada como vencedora do certame, pelo Presidente da República, através de Decreto Presidencial e teve o ato de outorga deliberado pelo Congresso Nacional. As propostas técnicas e de preços pela outorga, apresentadas pela entidade são partes integrantes anexadas ao contrato.”
A Lei nº 4.117/62, art. 33, determina que cada concessão dure quinze anos, podendo ser renovado por um período igual. Além disso, de acordo com a assessoria do Ministério das Comunicações, a emissora passa por uma fase experimental de seis meses de transmissão. Para continuar atuando e, depois do término dos primeiros quinze anos, ganhar a renovação do contrato, a empresa deve obedecer algumas regras constitucionais. Durante a concessão, a emissora deve privilegiar a educação, a cultura nacional e regional no conteúdo da programação. No entanto, com o descumprimento da lei, o governo deve esperar o término da outorga, de quinze anos, para que o Congresso vote o cancelamento do serviço, como prevê a constituição.
Agora que já sabemos que essas famosas redes de televisão ocupam espaços públicos e que devem atender interesses ligados à cidadania para continuar atuando, pergunto: quantas notícias de concessões caçadas já leram? Não devem ter sido muitas. Isso ocorre devido à falta de informação da população, que por muitas vezes não saberem que qualquer pessoa pode acompanhar a validade das concessões das emissoras de televisão pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), acabam não correndo atrás de seus direitos, cobrando uma programação que tratem de interesse público.
A dona de casa Terezinha de Jesus, de 72 anos, só assiste canais abertos. Ela argumenta, “A Globo completa 40 anos e nunca pensei que, para continuar atuando, ela precisasse renovar o contrato. Para mim, o Marinho já era o dono da Rede Globo”. Terezinha é uma das inúmeras pessoas que comete esse tipo de engano, por estarem acostumadas a assistirem sempre as mesmas emissoras, há anos.
Mas quem acha que essa confusão não atinge os comunicadores, engana-se. Taís Calado, 20 anos, estudante do quinto semestre de jornalismo, afirma, “Eu sabia que essas emissoras ocupam lugar público, mas não tinha o conhecimento sobre o período que essas redes têm para ficar no ar e, muito menos, que nós, cidadãos comuns, podíamos acompanhar esse processo. Acho que falta maior divulgação sobre essas coisas, mas creio que as TVs abertas não estejam muito interessadas em anunciar notícias desse tipo”.
A verdade é que a impunidade quanto a renovação e vencimento dos prazos de atuação acaba passando à população a idéia de que os canais abertos são propriedades de figuras conhecidas, como Silvio Santos ou Roberto Marinho, por exemplo.
O processo da concessão
A assessoria do Ministério das Comunicações garante que o tempo que um processo pode durar não costuma ser o mesmo. A via crussis do processo é longa.
A primeira etapa com o pedido da concessão é avaliado pelo Ministério das Comunicações que, em seguida, encaminha o processo para a Presidência da República. Depois disso, a documentação passa a ser avaliada no Congresso Nacional, sendo primeiramente analisadas pela Câmara dos Deputados e Comissões de informática, Ciência e Tecnologia, Informática e, finalmente, de Constituição e Justiça. Depois da Câmara, é a vez do Senado analisar o processo. Por fim, é assinado um decreto legislativo que é encaminhado à Casa Civil e publicado no Diário Oficial da União.
Meu amigo tá na tevê
De segunda a sábado a estória é sempre igual. Pontualmente, ás 19h, escuto a mesma reclamação, caso o jornalista responsável pela apresentação do jornal não atenda pelo nome esperado. Na verdade, nunca entendi muito bem o porquê de tanta simpatia com um ancora que divide opiniões no mundo jornalístico. Famoso por seus comentários ousados e sua seriedade inquestionável, o jornalista da rede globo nem imagina a reação tida por Nayara toda vez que critica alguma coisa na televisão.
A garota, que sai logo cedo para a faculdade, cursa administração há dois anos. Quando chega em casa para o almoço, não tem muito tempo para sentar-se à frente da tevê para acompanhar o noticiário. À noite, quando chega do trabalho, a primeira coisa que faz é correr para sala e se juntar à família que se reúne todos os dias para observar a segunda edição do telejornal com as principais notícias do dia. E quando, por algum motivo, Alexandre Garcia não ocupa a bancada, a frase é sempre a mesma.
- Ah não! Cadê o Xandão?
Já tentei discutir e colocar na cabeça dela que ele nem sempre pode apresentar o DFTV, mas que, se ela tiver sorte, quem sabe o veja no Jornal Nacional. No lugar do charmoso William Bonner e sua simpática esposa.
O fato é que a imagem dos apresentadores de telejornais acaba conquistando sucesso e muitas vezes são comparados a celebridades. O público, por sua vez, tende a estabelecer uma intimidade com o profissional que diariamente entra em sua casa sem precisar pedir licença. Eles estão ali, nas más ou nas boas notícias. E, talvez pelo aparelho de tevê ocupar quase 90% dos lares brasileiros, essa relação entre espectador e jornalista torna-se mais evidente que nos outros meios.
Já perdi a conta de quantas vezes o telefone tocou em meio a notícias trágicas. Ao telefone freguesas da vovó querendo um blazer com a gola igual a do casaco da Fátima Bernardes ou um lenço com o corte do que está sendo usado pela Ana Paula Padrão no outro canal.
Acaba que o repórter ou apresentador passa a ser como um conhecido que lhe conta algo importante, dita moda e cortes de cabelo. Uns com mais credibilidade que outros. Outros com mais afinidades que um. Mas todos conhecidos demais para serem simples intermediadores entre o fato e o telespectador.
A garota, que sai logo cedo para a faculdade, cursa administração há dois anos. Quando chega em casa para o almoço, não tem muito tempo para sentar-se à frente da tevê para acompanhar o noticiário. À noite, quando chega do trabalho, a primeira coisa que faz é correr para sala e se juntar à família que se reúne todos os dias para observar a segunda edição do telejornal com as principais notícias do dia. E quando, por algum motivo, Alexandre Garcia não ocupa a bancada, a frase é sempre a mesma.
- Ah não! Cadê o Xandão?
Já tentei discutir e colocar na cabeça dela que ele nem sempre pode apresentar o DFTV, mas que, se ela tiver sorte, quem sabe o veja no Jornal Nacional. No lugar do charmoso William Bonner e sua simpática esposa.
O fato é que a imagem dos apresentadores de telejornais acaba conquistando sucesso e muitas vezes são comparados a celebridades. O público, por sua vez, tende a estabelecer uma intimidade com o profissional que diariamente entra em sua casa sem precisar pedir licença. Eles estão ali, nas más ou nas boas notícias. E, talvez pelo aparelho de tevê ocupar quase 90% dos lares brasileiros, essa relação entre espectador e jornalista torna-se mais evidente que nos outros meios.
Já perdi a conta de quantas vezes o telefone tocou em meio a notícias trágicas. Ao telefone freguesas da vovó querendo um blazer com a gola igual a do casaco da Fátima Bernardes ou um lenço com o corte do que está sendo usado pela Ana Paula Padrão no outro canal.
Acaba que o repórter ou apresentador passa a ser como um conhecido que lhe conta algo importante, dita moda e cortes de cabelo. Uns com mais credibilidade que outros. Outros com mais afinidades que um. Mas todos conhecidos demais para serem simples intermediadores entre o fato e o telespectador.
terça-feira, 26 de maio de 2009
Saudade
Eu parei pra pensar. Percebi que as coisas ainda não tinham se ajeitado em minha cabeça. Talvez os danos de todo esse turbilhão de bobagens tenha me afetado muito mais do que eu imagino. Mas a verdade é que eu estou mais acostumada a mentir do que eu mesma imaginava. Eu finjo que está tudo bem, finjo que não estou chateada, finjo que tanto faz e eu finjo que sou forte. Resta saber se eu sou a única que acredito em todas essas mentiras. Porque querendo ou não eu acredito. Tudo o que eu precisava agora, 13:19 do dia 26 de maio de 2009, era de um abraço. Eu dispensaria o dinheiro e dispensaria tudo o que julgava importante até uns dois minutos atrás. Eu sinto mais falta dela do que mesma previa. Porque ela se fez importante não só quando eu preciso extravasar e cantar uma música qualquer. Não é só pelas tardes de karaokê, nem pelas lições de matemática. É porque, por incrível que pareça, é pra ela que conto minhas coisas, apesar de seus 11 anos. E parece que ela aprendeu a ler minha mente. Ela é quem desperta meu mau humor mais saudável e quem desenterra minhas risadas independente da hora. Ela é minha melhor companhia. Minha mais dolorida saudade. E só de pensar que o tempo pode passar e apagar tudo o que eu levei anos para ganhar parece que uma parte de mim vai embora. Eu me embrenho em um monte de confusões e tento não achar a explicação. Eu tento me enfiar em outros problemas fingindo que tudo isso é passageiro. Mas eu não sei até que ponto eu posso agüentar. Ela se fez a prima mais importante e me mostrou como deve ser o amor de mãe pra filha. Meu orgulho na aula de inglês. Meu estresse em matéria de português. Quem aceita apanhar por não entender que mim não conjuga verbo. E quem não aceita ser passada pra trás. Quem faz meu remédio e me diz que sou linda se eu estiver chorando, com dor de cotovelo. Quem me aconselha quando levo um toco e me diz que eu devo partir pra outra. Ela é a estrela que mais brilha no meu céu particular. E parece que agora tudo o que me resta são lembranças. Quando ela crescer eu espero poder explicar tudo o que aconteceu e dizer que a culpa não foi minha. Eu daria tudo pra passar de novo todas as minhas tardes com você e faria qualquer coisa pra te escutar reclamar de todos os filmes que eu alugo. Porque eu te amo e não consigo imaginar como isso acabaria. Te amo incondicionalmente, constantemente, eternamente...
domingo, 4 de janeiro de 2009
Desconfiança
Eu procuro não me importar com as coisas erradas. Talvez isso, algumas vezes, pareça desinteresse da minha parte, ou quem sabe um excesso de bobagem. Eu já percebi que o fato de confiar nas pessoas nem sempre nos traz um bom resultado, não por sermos traídos pela confiança gratuita, mas sim pela idéia que os outros fazem a nosso respeito. E o que deveria ser uma dádiva, torna-se um medo. Medo do julgamento, que, por vezes, é tão desenfreado que ultrapassa a barreira do comum. Eu já me deixei intimidar por esses parâmetros que encontro por aí, diariamente, constantemente. E o meu medo de errar venceu minha vontade de fazer certo. Talvez realmente seja mais difícil fazer o certo. Talvez seja mais cansativa a busca pelo lado bom de cada um, ou quem sabe só seja menos engraçado. Já tentei, por vezes, entender qual é o sentido que vêem em todo esse descaso com a essência de cada um. A facilidade que temos de enxergar uma pessoa simplesmente pelo que aparenta ser. A insistente preguiça de procurar ir um pouco mais a fundo. O medo de se entregar aos seus pressentimentos. O receio de criar expectativas, de se frustrar. Eu nunca consegui entender porque temos tanto medo de nos entregar a um olhar, mas entregar-se de verdade, de coração. A resposta talvez seja Tempo. Arrisco afirmar, que o medo da humanidade como um todo é não ter tempo para arriscar e aproveitar tudo o que a vida tem pra oferecer. E por isso, quem sabe, não nos permitimos viver nada. Pois não somos capazes de conhecer nada, não nos permitimos o tempo bastante para realmente conhecer algo. O que fazemos é nos doar, sim, nos doamos, mas só até certo ponto. Existem segredos que só nós conhecemos. Por medo de nos despir totalmente aos olhos de quem não teria a pureza de perceber quanta beleza você carrega dentro de si. E aí sim eu consigo explicar de onde vem o medo da confiança gratuita. O egoísmo, mais uma vez, se faz presente. O medo é de não ser compreendida, é de não saberem receber algo que você fez com tanto sentimento. Não nos doamos totalmente não só pela gente, mas por não confiarmos, mesmo que inconscientemente, que o outro nos corresponderia. E como é chato não ser correspondido. As noites que passamos sozinhos sem entender porque nossos pensamentos se repetem inúmeras vezes, nos trazendo sempre o mesmo rosto que só se faz presente em pensamentos confusos. A ansiedade que acompanha a esperança. A incerteza. Tudo isso se confunde devido a presença de um único medo. O medo de se abrir, de sofrer. Ainda não aprendi a combater isso, porque talvez eu seja a maior vitima desse medo desenfreado. Enquanto escrevo essas palavras mal colocadas, eu continuo parada no mesmo lugar. Com pensamentos que ainda não deixaram a monotonia, eu me entrego ao medo, me acovardo, por não conseguir enxergar a fundo o outro. Mas eu preciso dessas respostas. Sempre precisaremos. A verdade é que nunca poderemos agir sozinhos. Não adianta caminharmos, se no final não tiver alguém para segurar nossa mão. Aqui, parada no mesmo lugar, eu consigo enxergar alguém parado do meu lado. Alguém que compartilha os mesmos medos. O que eu posso fazer é emitir sinais. Falar da vontade que tenho de abandonar todos esses receios e seguir em frente. Conhecer a vida realmente, profundamente. Só preciso de um olhar mais singelo, um sorriso mais doce, algo que me faça entender que esse é seu desejo também. Nada muito explícito, pois meu velho conhecido ainda me faz companhia. Nunca consegui me afastar do medo. E ele talvez me proteja de uma série de coisas, mas eu sei que ele me impede de ver outra série de coisas. Enquanto te emito os sinais, eu rezo para que eu seja capaz de entender suas possíveis deixas.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Aonde vamos parar?
Finalmente as férias chegaram. E eu, mais uma vez sem ter o que fazer, resolvi caminhar um pouco por aí, sem destino. O incrível é que depois de alguns minutos eu já tinha me perdido, mesmo sem ter aonde chegar. Me perdi em pensamentos que até agora não acharam uma explicação.
Será que um dia todos vão perceber o que estamos fazendo com o planeta? Não quero pagar de certinha, não tenho vocação pra isso. Mas o céu está coberto por nuvens cinzas e isso parece não significar nada pra ninguém. Catastrofes que antes pareciam nunca ser nossa preocupação estão desabrigando centenas de pessoas.
Enquanto uma ou duas pessoas se preocupam, outras milhares fingem que isso é um mau passageiro. Mas o caso é que não importa, no final, todos serão os prejudicados, independente de cor, religião ou classe social.
Mais uma vez seremos obrigados a perceber, parece-me que à força, que somos todos iguais. Vivemos todos no mesmo mundo, respiramos o mesmo ar e ainda compartilhamos os recursos do mesmo planeta. E enquanto a maioria estiver caminhando pro lado errado, é pra lá que todos iremos. Não adianta apenas perceber o erro, é preciso concertar, e concertar rápido.
As conseqüências para as atitudes desenfreadas e egoístas já estão aí, basta abrir os olhos e assistir os noticiários. O mundo pede socorro, será que você já ouviu?
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Nenhum escolha é eterna.
Um dia eu falei sobre os meus caminhos, hoje eles já não são mais os mesmos.
Eu agora sinto saudade, mas já não é do mesmo sorriso.
Não digo que tenham sumido todas as lembranças que eu guardava dentro de mim sobre flores que eu guardei comigo. As vezes eu ainda me deparo com músicas que pareem começar a tocar do nada, como se alguém quisesse que eu lembrasse disso, mas só por lembrar. Ainda solto gritos por não saber ao certo o de onde vim. Mas eu hoje sei pra onde quero ir. Agora novos medos me tomam, medos que não me apovaram, apenas me deixam insegura. Uma insegurança que nem ao menos me impede de dizer o que tenho a dizer. São sentimentos que não alcançam o extremo e que talvez por isso não me façam mal. Eles apenas existem e me fazem sentir que as águas mudaram a direção. Talvez isso nem vá tão longe assim, ou quem sabe vá. Mas isso não me importa, porque a maneira como tudo aconteceu, a forma como o caminho se desviou, fez com que eu tivesse motivos para sentir saudade dos passos que eu dei até aqui, os meus primeiros passos nesse novo caminho. Mesmo que tudo acabe agora, minhas atuais lembranças já tem um lugar reservado dentro de mim.
" Eu só penso em você, só penso em você, só penso em você..."
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